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BIROSKA

Biroska

 

Foto de cena: Acervo Nós do Morro

 

Antes mesmo de o conceito de investimento social privado se aproximar do empresariado nacional, as dez biroscas do Morro do Vidigal, em 1989, ampliam sua área de atuação, apostando na dramaturgia carioca. Com o apoio de comerciantes locais, estreia “Biroska”, mais uma produção do Grupo Nós do Morro.

 

Ao abordar situações do cotidiano da comunidade de forma similar a “Encontros”, “Biroska” segue a criação pautada na experimentação coletiva, estratégia que marcaria a obra do Grupo. O cenário é uma típica birosca que, do cume do morro, revela situações corriqueiras das noites do Vidigal. O espetáculo mostra ícones da comunidade: a radiante Vilma Caroço, sempre pronta a botar o bloco na rua. Lu, dona da birosca, e um casal de nordestinos. E a catadora de papel Margarida, representando o desamparo em que foi deixado o povo brasileiro.

 

No espetáculo de único ato, 21 atores compõem a cena, com idades entre 7 e 79 anos. Diante de uma autêntica birosca, a peça incorpora o episódio vivido por Neguinho, um morador do morro que crê ter ganhado no bicho e, impulsivo, paga cerveja para toda a comunidade. Um engano. Resolvido, é claro, pelo impagável jeitinho carioca, regado a inúmeras doses de improviso.

 

Com Biroska, a semente lançada em 1986 no palco do Centro Comunitário Padre Leeb, começa a dar frutos. Em sua quarta montagem, o Grupo conta com um elenco composto por 70% de novatos, amplia seu espaço físico e conquista a credibilidade dos moradores. É um caminho sem volta. Identificada de vez com o Grupo, a comunidade abraça uma rotina artística.

 

Com uma linguagem informal e regida por personagens folclóricos do Vidigal, o espetáculo é costurado por cenas soltas, transcorridas sobre o chão de terra e ripas de madeira e zinco. A cada apresentação, 110 espectadores se instalam nos oitenta assentos do teatro. O que se vê é euforia, cumplicidade e muita gargalhada. O ingresso é cobrado com base no preço de uma garrafa de cerveja.

 

 

Continue acompanhando a história do Grupo Nós do Morro que completa 30 anos em 2016.

 

 

Biroska Matéria de Jornal

 

 Matéria de Jornal de 1990

 

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OS DOIS OU O INGLÊS MAQUINISTA

Os Dois ou o Inglês MaquinistaSITE 

Foto: Acervo Nós do Morro

 

 

Tráfico, corrupção, cambalacho, cabide de empregos. Em 1988, quando a noite cai sobre o Morro do Vidigal, os moradores esquecem a conturbada realidade em que vivem e voltam duzentos anos na História. Mas já nos primeiros minutos de espetáculo, uma revelação: um Brasil moderno vigora sobre as reminiscências de um passado reincidente. O mesmo que, em 1840, angustiou o teatrólogo Martins Pena.

 

Na comédia “Os Dois ou O Inglês Maquinista”, o dramaturgo traça um retrato sutil da sociedade burguesa carioca do século XIX, bastante similar ao registro contemporâneo. Uma abordagem do contrabando dos negros africanos e da luta entre dois grupos antagônicos: o dos traficantes e interessados na manutenção do tráfico e o dos ingleses, que vislumbravam no fim da escravidão uma oportunidade para aumentar o lucro de seus negócios comerciais no Brasil.

 

 

Aqueles que prestigiam a terceira montagem da companhia têm a oportunidade de mergulhar na cabeça da realidade do morro. Sob direção geral de Guti Fraga, o espetáculo convida o público a deixar do lado de fora do teatro os preconceitos que marginalizam o trabalho do próprio Grupo. Presságio de um estigma em declínio. Um adeus ao “teatrinho do morro” e o advento da montagem profissional.

 

 

Com o espetáculo “Os Dois ou O Inglês Maquinista”, o Nós do Morro faz sua primeira bilheteria: simbólicos CZ$ 50,00 (cinquenta cruzados) por pessoa. Resultado: Centro Comunitário Padre Leeb lotado!

 

Semana que vem contaremos mais uma parte da história do Nós do Morro que completa 30 anos esse ano. 

 

 

                          cartaz Os Dois ou o Inglês Maquinista

                         

                                    Cartaz de Divulgação do espetáculo "Os Dois ou o Inglês Maquinista"

 

 

 

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Serve-se no Chapitô em Portugal

 

 

Serve-se no Chapitô

 

 

O ator Marcello Melo, da Cia Nós do Morro, está em solo português e fará duas únicas apresentações do espetáculo “Serve-se” nos dias 1º e 2 de maio na sede do Chapitô em Lisboa.

 

O espetáculo propõe que o público, a partir de uma espécie de “cardápio”, escolha o repertório de músicas, poesias e histórias que serão apresentadas na noite.

 

O "Cardápio", sempre preparado com convidados artistas, já tendo participado em edição no Teatro do Vidigal: Sérgio Ricardo e sua família de músicos cantores e no Teatro Sérgio Porto o músico Rogê. Marcello Melo conduz a noite em Portugal com artistas portugueses e promete "prato" surpresa. 

 

Já no Brasil Marcello Melo ensaia o espetáculo "Bataclã" quem tem estreia para o segundo semestre e junto com a "Mostra Nós do Morro" e as Sessões de Cineclube compõe o projeto "Nós do Morro Ano 30" patrocinado pela Petrobras. E faz parte das comemorações de 30 anos do Grupo que deseja comemorar com muitas realizações celebrando o acesso à arte alcançado nessas três décadas.

 

Nós do Morro e Chapitô, uma parceria de longa data:

A história dos dois grupos começou a se cruzar em 1998, a partir de um intercâmbio de audiovisual promovido pela comunidade européia que proporcionou a vinda de diversos grupos para o Brasil, entre eles, o Chapitô.

 

 

O intercâmbio consistia na vinda do grupo para o Brasil onde as filmagens aconteceram, e após, a ida de integrantes do Grupo Nós do Morro para Portugal, para a sede do Chapitô onde finalizaram o filme intitulado “Mala Macaca”.

 

Desde então a parceria entre os dois grupos só se fortaleceu: em 2010 a peça "Os Pequenos Burgueses"  leva a Cia Nós do Morro a sede do Chapitô novamente e em 2013 é a vez do espetáculo “Bandeira de Retalhos”, também encenado pela Cia Nós do Morro. Em 2014 a Companhia do Chapitô apresentou a montagem de “Édipo Rei” no Teatro do Vidigal.

 

Marcello  Melo esteve em todos esses momentos e esse ano é ele quem leva a arte do Morro a Portugal.  

 

Dois grupos que possuem suas origens a partir do desejo de mudanças sociais através da Arte e que se fortalecem por meio de suas parcerias, que acontecem também através do intercâmbio entre seus estudantes.

 

 

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CAMPINHO SHOW DE OUTONO ADIADO PARA 04 DE MAIO

26498892021 4e8eecf3eb z Foto: Ramon Francisco

 

 

A edição do Campinho Show de Outono foi transferida para o dia 04 de maio de 2016.

 

O Grupo Nós do Morro apresenta "Campinho Show", uma atividade gratuita de estímulo à formação de plateia. Com direção de Fátima Domingues e apresentação de Guti Fraga, a equipe Nós do Morro, a cada 15 dias, prepara um show todo especial para o público que sobe o Vidigal, sempre às quartas-feiras.

 

O “Campinho Show” estreou em 2009 e desde então oferece gratuitamente uma programação artística para toda a família. O evento dá oportunidade para novos artistas e profissionais que podem se inscrever para apresentar seus números artísticos.

 


Parceiro: Rise Up Care!

 

SERVIÇO: 

DATA: 04 de maio, quarta-feira

HORA: 19h

LOCAL : Palco do Campinho Show - Vila Olímpica do Vidigal, s/ nº

 

 

Contatos para participação no “Campinho Show”:

 


Produtora - Taiana Bastos 21-997064696 


Assistente de Direção: Jeckie Brown 21- 97666-0460

 

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.">

 

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#NósdoMorroano30

#20anosdeCineNósdoMorro

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

 

 Foto Parte III

Foto: Livro Nós do Morro 20 anos

Da esquerda para a direita: Alexandra, Romildo, Barton, Deco e Tininho.

 

 

Encontros

A primeira montagem

 

Encontros, argumentos e textos de Luiz Paulo Corrêa e Castro e Tino Costa, foi levado à cena em 1987, no Teatro do Centro Comunitário do Padre Leeb. Trata-se da primeira peça montada pelo núcleo fundador do Nós do Morro, que contava com cerca de 14 atores, direção de Guti Fraga, iluminação de Fred Pinheiro, direção de movimento de Márcia Barros. A peça falava da vida de adolescentes locais, mostrando os principais pontos de encontro e reunião dos jovens adolescentes do Vidigal na década de 80 e os problemas enfrentados por eles no cotidiano da favela. Mas antes de tudo, “Encontros” era uma celebração à vida e a alegria de viver, com personagens que falavam da “merenda” de mingau de sagu da Escola Almirante Tamandaré, sonhando com um suculento bife com batatas fritas; da relação dos meninos e meninas na Prainha do Vidigal com os gringos que vinham se hospedar no Hotel Sheraton; das Kombis lotadas na Estrada do Tambá; e do encontro destes adolescentes com o amor e os conflitos de família.

 

Pontos focais do morro, como a Escola Municipal Almirante Tamandaré, o então existente  Mirante da Pedrinha, a Praia do Vidigal, o Clube Águia – onde aconteciam os bailes da época e a antiga Estrada do Tambá (atual Avenida Presidente João Goulart) eram retratados em cena por meio de telões pintados por Xandinho e neles aconteciam os episódios da peça, mostrando meninos e meninas na busca de respostas para os seus problemas existenciais e suas relações amorosas. O texto também privilegiava a discussão sobre os caminhos tomados por uma geração adolescente, que buscava uma maneira de expressar as suas indagações sobre a vida por meio da arte, mas não tinha como fazê-lo numa comunidade carente e que não oferecia quaisquer equipamentos de produção de bens culturais onde eles pudessem expressar o seu talento.

 

Desde a sua estreia, “Encontros” trouxe ao Teatro do Centro Comunitário do Padre Leeb pessoas de todo o Vidigal, com casa cheia em todas as sessões. Em todas elas, Guti fazia um pequeno discurso para o público local, apresentando o espaço e pedindo que as pessoas não levantassem para ir ao banheiro durante o espetáculo e, para aqueles que já tinham assistido antes, que não contassem o final das cenas para as pessoas do lado. Esta preleção fazia parte do projeto de formação de plateia, que integrava o projeto de formação de atores do Nós do Morro.

 

Como a peça mostrava o Vidigal e personagens que representavam moradores do bairro, em locais bastante conhecidos, como o baile do Águia, a Escola Almirante Tamandaré e a Praia do Vidigal, as pessoas que assistiam a peça saíam entusiasmadas por se reconhecerem naquilo que estava sendo retratado em cena. Todos os sábados e domingos, nas tardes antes do espetáculo, os atores do grupo saíam pelas ruas do Vidigal, com instrumentos e figurinos para “convocar” os moradores para ir ao teatro.

 

Continue acompanhando a história do Grupo Nós do Morro, sexta que vem tem mais!

 

 

 Foto 2 ParteIII

Fotos: Acervo Nós do Morro

 

 

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CINE NÓS DO MORRO: CICLO CINEMA BRASIL

 

 

Cartaz APROVADO 25abril

 

 

Segunda, dia 25 de abril às 19h30, temos Cine Nós do Morro – Ciclo Cinema Brasil, com a exibição dos filmes: Aqui tem Coco- Um dia em Caiana dos Crioulos, de Socorro Lira e Duas Vezes Mulher, de Eunice Gutman.

 

Grupo Nós do Morro e Petrobras apresentam o Cine Nós do Morro, uma atividade gratuita, aberta ao público, que oferece sempre um bom filme e debate após as sessões, visando a educação, o entretenimento e a difusão da cultura cinematográfica.

 

 O “Ciclo Cinema Brasil” apresenta um panorama do cinema plural produzido nos estados brasileiros.

 

SOBRE OS FILMES QUE SERÃO EXIBIDOS NO DIA 25 DE ABRIL:

 

Aqui tem Coco- Um dia em Caiana dos Crioulos, de Socorro Lira

Documentário, 2014, 19 minutos.

 

Classificação Indicativa: Livre

 

Sinopse:

 

Caiana dos Crioulos é uma comunidade remanescente de quilombo que fica numa serra do município de Alagoa Grande, Paraíba. Brasil. Reconhecida pelo Ministério da Cultura, aguarda a devolução das suas terras como de direito.

 

Além de se trabalhar, rezar, estudar, amar e brigar (de vez em quando), também se brinca e se diverte com o Coco-de-roda e a Ciranda, manifestação que alia canto, dança e alegria.  O documentário AQUI TEM COCO – UM DIA EM CAIANA DOS CRIOULOS, produzido e dirigido por Socorro Lira, é um convite para se conhecer a esta comunidade que tem pra mais de 300 anos de existência. Com 19 minutos de duração, o vídeo mostra como é a vida das cirandeiras e coquistas de Caiana, do amanhecer ao pôr do sol, adentrando à noite com uma animada roda de coco.

 

Um momento precioso é quando entram cenas do ‘coco ou toré’ registradas em Baía da Traição, Paraíba, em maio de 1938, pela Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade. 

 

Realizado de forma independente, teve início em 2007 e foi finalizado somente em 2014.

 

 

E, já que a porta se abriu, aqui está um pouco da vida e das pessoas que habitam o mágico e, ao mesmo tempo, real universo desta comunidade quilombola que resiste, há séculos, para manter vivas suas tradições.

 

 

Ficha Técnica:


Roteiro e direção: Socorro Lira

Produção executiva: Liraprocult

Edição e montagem: Socorro Lira e Jones Gama

Finalização: Jones Gama

Câmera dia e depoimentos: Romério Zeferino

Câmera noite e roda: Estúdio no Ar (Campina Grande)

Masterização áudio: André Ferraz 

 

Duas Vezes Mulher, de Eunice Gutman

Documentário, 1985, 37 minutos

 

Classificação Indicativa: Livre

 

Sinopse:

 

“Duas vezes mulher”, filme de Eunice Gutman, com fotografia em P&B de Edgar Moura e Walter Carvalho, mostra, através de entrevistas, a trajetória de duas mulheres migrantes, vindas do campo e que constroem suas vidas no Rio de Janeiro, morando na favela do Vidigal.

 

 

Ficha Técnica:

 

Companhia Produtora: Distribuição Cinematográfica Cine Qua Non Ltda

Produção: Lourdes Alves, Eunice Gutman, Danda Prado

Assistência de produção: Braulio Duarte

Argumento: Eunice Gutman, Danda Prado

Roteiro: Eunice Gutman, Danda Prado

Pesquisa: Eunice Gutman, Danda Prado

Direção: Eunice Gutman

Direção de fotografia: Edgard Moura, Walter Carvalho

Câmera: Edgard Moura, Walter Carvalho

Assistência de câmera: Jacques Cheuiche, Breno da Silveira

Direção de som: Zezé D'Alice, Cristiano Maciel

Som direto: Zezé D'Alice, Cristiano Maciel

Trilha sonora: Marilu MacNamee

Montagem: Eunice Gutman

Música: Marilu MacNamee

 

 

SERVIÇO DO CINECLUBE:

 

Toda última segunda-feira do mês.

Horário: 19h30

 

Local: Casarão do Grupo Nós do Morro (Rua Dr. Olinto de Magalhães, 54, Vidigal)

 

Entrada gratuita: Distribuição de senhas 30 minutos antes da sessão.

 

Lotação da sala: 50 pessoas

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

 Cartaz 1

 

Foto: Primeiros cartazes

 

O INÍCIO  

 

Parte II

 

 

Nos primeiros espetáculos, inspirados no cotidiano dos moradores e encenados pelos próprios, Guti Fraga cuida da direção; Fred Pinheiro da iluminação, e Luiz Paulo e Tino Costa, da dramaturgia.

 

Idos de 1986. Mesmo sendo o padre um ente venerado entre os habitantes do Vidigal, a capela de seu Centro Comunitário nunca ficara, até “Encontros”, tão cheia de gente. A avidez com que os moradores curtem o sucesso escrito por Luiz Paulo e Tino Costa traz nova realidade àquela arquitetura.

 

Desenham-se, nesse momento, as primeiras investidas na construção de um espaço dramático. O palco adaptado, a partir de então, funciona como cenário das sucessivas performances do Grupo. A companhia recebe considerável apoio da vizinhança. Nos seis meses de duração da temporada, “Encontros” mantém a casa cheia. O público identifica-se com a mise-em-scène criada e, não raro, um ou outro se manifesta em pleno espetáculo. Falta de hábito, pode-se dizer. Ou puro encantamento.

 

Naquele momento, uma média de 95% dos espectadores do Vidigal vai ao teatro pela primeira vez. Não à toa, um simples personagem com figurino desengonçado e um imenso nariz de plástico provoca gargalhadas contagiantes. Cada gesticulação ou fala é ovacionada sem que se aguarde o término da cena. A espontaneidade manifesta-se também nos atores, que, novatos, não conseguem segurar o próprio riso. Imersos na seriedade dos temas propostos, não descartam as gírias e as referências locais. Quando se entusiasmam com o eco da plateia, aumentam o tom de voz.

 

Um pouco de “Encontros"

 

Nada de lata d’água na cabeça ou tráfico de drogas. De miséria, violência e sangue, a vida real pede arrego. “Encontros” surge da necessidade de se criar um mundo que apresenta enormes desigualdades. Vinte jovens, com idades entre 11 e 20 anos, ingressam num programa de trabalho no qual, além das aulas de interpretação, participam do processo de criação e de montagem do espetáculo. Partindo de improvisações de cenas, Guti, Luiz Paulo e Tino Costa desenham um roteiro, cuja rotina dos moradores do Vidigal, sobretudo a dos adolescentes, funciona como insumo do argumento da montagem.

 

“Encontros” leva o Vidigal a brincar com os próprios costumes. As dependências do Centro Comunitário tornam-se metonímia das vivências e dos recantos mais explorados no morro: os bailes funk do clube Águia, a “azaração” na saída da escola, os primeiros beijos e a descoberta do sexo no Sempre Tem (nomoródromo local), a relação com os gringos na praia do Vidigal. Entre cacos e gargalhadas nada comedidas, temas mais sérios como a repressão sexual e a fome são discutidos.

 

Assistida por cerca de oito mil espectadores, a peça sinaliza uma aposta real num caminho artístico, no qual a comunidade é protagonista no enredo, na montagem e na criação da obra.

 

 

Na próxima sexta, falaremos um pouco mais como foi a montagem da peça “Encontros”.

 

 

#NósdoMorro   #NósdoMorroano30

 

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Campinho show de abril vai abalar!

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Foto: Diego Najurieta

 

O Grupo Nós do Morro apresenta o famoso Campinho Show,  dia 13 de abril de 2016 no Vidigal. Uma atividade gratuita de estímulo à formação de plateia e lançamento de novos talentos.

 

No formato de um programa de variedades, o Campinho Show é inspirado nos pioneiros “Show das Cinco” e, depois, “Show das Sete”, que nos anos 90 proporcionaram uma intensa programação artística e cultural (esquetes de teatro, números de dança, música e poesia) para as crianças, jovens e adultos, moradores do Vidigal e bairros vizinhos no pátio da Escola Almirante Tamandaré. 

 

O “Campinho Show” foi inaugurado em 2009 e de lá para cá, vem oferecendo uma programação artística e cultural para toda a família às quartas-feiras. "Para alegrar sua semana!"

 

O evento dá oportunidade para artistas novos e profissionais que podem se inscrever para apresentar seus números artísticos em diferentes modalidades: Música, dança, poesia e performances teatrais. 

 

Apresentado por Guti Fraga e Dirigido por Fátima Domingues, o Show tem início às 19h30 na Vila olímpica do Vidigal - Palco do Campinho Show.

 

 

 

 

 Parceiro: 

RUAC logo COLORprint

 

 

 

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SEJA NOSSO PARCEIRO NESTA CAMPANHA

casarão

 

Foto acervo do grupo: Casarão do Nós do  Morro - Vidigal

 

No ano em que completa 30 anos de atividades artísticas e socioculturais, o Grupo Nós do Morro se propõe a embarcar na sustentabilidade, lançando sua primeira campanha: "CONTA DE LUZ ZERADA".

 

Você que é aluno, ex-aluno, amigo, simpatizante do Nós do Morro, recicle seu lixo e leve ao ECO PONTO mais próximo de você. Ou, se preferir, traga ao Casarão do Nós do Morro, localizado na Rua Doutor Olinto de Magalhães, 54 - Vidigal.
 
 
 
Aceitamos: PET de Refrigerantes, Revistas, Papelão, Lata de Alumínio, Papel Branco, Caixas de leite e suco e Embalagens plásticas (o material deve estar limpo)
 
 
 
Todos esses materiais se transformam em desconto em nossa conta de luz.  Basta levar o seu lixo reciclado ao eco ponto e  cadastrar:
                     
 
       
        Nº   0412264907 - Cliente Grupo Nós do Morro.
   
Posto Eco Ponto Vidigal - Estrada do Vidigal em Frente ao Colégio Stella Maris
Dias de entrega: 3ªs e 5ªs de 10h às 16h.
 
 
 
Mostre ao mundo que você está antenado e poste fotos com ideias e ações sustentáveis sobre o
#NósdoMorrosustentável.
 
 
 
 
 
 
 
Juntos somos mais! 
 
 
 
#NósdoMorroAno30
 
#20anosdeCineNósdoMorro
 
 
 
 
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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

Foto Parte I 1

 

Foto: Livro Nós do Morro 20 anos.

 

O INÍCIO

 

A semente de um dos grupos de teatro do Brasil cresce do encontro de artistas com a comunidade e das contradições vividas por ambos num território marcado por conflitos sociais e econômicos. Arraigado nas origens, mas sem deixar de olhar para o horizonte à frente. De longe vieram as bases de sua fundação: uma vontade irresistível de fazer arte e soltar a imaginação. Desejo lúdico e, ao mesmo tempo, sério e embasado.

 

O ano é 1985, Guti perambula pelas vielas do Vidigal para convencer o pessoal a alternar os papos de futebol e de novela com algo que parecia ser coisa de gente rica: o teatro. Nas madrugadas encostadas no balcão de bar, ele arregimenta a equipe: Fernando Mello da Costa, cenografia; Luiz Paulo, dramaturgia e Fred Pinheiro, iluminação. Este último, colega da equipe de Marília Pêra, sobe o morro pela primeira vez.

 

O primeiro local de trabalho do Grupo é um tanto inusitado. O espaço na Rua Benedito Calixto pertence a um padre austríaco, o padre Leeb. Um espaço ao ar livre, onde Fred Pinheiro promete criar uma cenografia com refletores de lata.

 

Nas ruas do Vidigal, Guti inicia seus primeiros garimpos. Entre os primeiros talentos locais: Deco, Rita, Jô, Tino Costa e Popia Marques, folclorizados por suas violas. Em novembro de 1986, está formado o Projeto Teatro Comunidade. O nome Nós do Morro chega um pouco depois, graças à inspiração de Seu Celeste. É no seu bar, em animada reunião com os integrantes do Grupo, que acontece o batismo.

 

O Projeto Teatro Comunidade, aos poucos, vai diluindo o conceito de que somente os mais abastados têm acesso à cultura. Com a iniciativa do padre, é construído um teatro com capacidade para oitenta pessoas, equipado com um sistema de iluminação alternativo composto por refletores improvisados, dois camarins e toda a estrutura necessária para o funcionamento de uma casa de espetáculos.

 

O padre austríaco é, sem dúvida, personagem importante nessa história de fazer teatro em plena favela.

É no Centro Comunitário Padre Leeb que o primeiro espetáculo do Grupo Nós do Morro é encenado e apresentado à comunidade do Vidigal.

 

 

Quer saber mais? Acompanhe nossa história todas as sextas!

 

#NósdoMorro #NósdoMorroano30

 

 

 

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