SHOW DAS CINCO

 

Show das Cinco

 Foto Acervo Nós do Morro

 

 

Domingo, 10 de junho de 1990. Faltando apenas dez minutos para a “transmissão televisionada” do programa Show das Cinco, o caos está instaurado. Nos camarins, tamanha é a confusão que o atraso parece inevitável. Câmeras posicionadas. Por trás das coxias, atrizes e atores mirins retocam a maquiagem. Prêmios são selecionados. A plateia espera ansiosa e o show precisa começar. Brilham os primeiros feixes dos refletores. Guti Fraga, com a intimidade e a irreverência de uma escolada estrela televisiva, toma conta do palco, enquanto o grupo Nós do Pagode dedilha acordes do tema.

 

Com sua televisão de mentirinha, o Morro do Vidigal distribui às crianças, durante cinco anos, pura fantasia. O programa conta com as apresentadoras em cadência de pagode, sinuosas paquitas e outros atrativos. Aos domingos, no Centro Comunitário Padre Leeb, o sucesso é garantido.

 

Sem qualquer fórmula, o Show das Cinco valoriza a simplicidade do programa-para-criança-feito-para-criança. Além de Guti, diretor e idealizador da brincadeira, o palco é disputado pelos oito integrantes do conjunto Nós do Pagode, por “gutetes” das redondezas em maiôs coloridos e por uma infinidade de calouros entre 6 e 14 anos.

 

A euforia infantil mostra-se já nos portões do bem equipado teatro do Centro Comunitário Padre Leeb, uma hora antes do inicio do show. Do lado de dentro, as oitenta cadeiras de madeira acolhem duas a três crianças cada uma, com atenções vidradas no cenário policromado, participando ativamente do “programa televisionado para todo o Brasil”. A câmera de isopor não esmorece um só segundo durante uma hora e meia de espetáculo.

 

No principio, Guti Fraga distribui, pessoalmente, convites pela vizinhança. Mas confirmado o sucesso, um ingresso de NCz$ 2,00 (moeda da época) passa ser cobrado. Faz parte da estratégia de profissionalização do projeto, que conta com uma equipe de operadores de som e de iluminação, além das quarenta crianças fixas que integram a rede de animadores da garotada.

 

Inspirações à parte, tomadas de artistas consagrados como a cantora Rosana e a então apresentadora de programas infantojuvenis, Angélica, além de vinhetas criadas e treinadas durante incansáveis ensaios.

 

Um corpo de júri, composto por autoridades artísticas e por representantes da própria comunidade, julga performances musicais e dublagens.

 

A vez agora é dos artistas mirins!

 

 

Continue acompanhando os 30 anos de trajetória do Grupo Nós do Morro. Até semana que vem!

 

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