NÓS DO MORRO COMEMORA 30 ANOS DE ATIVIDADES COM OCUPAÇÃO NO TEATRO SERRADOR

Ocupação Serrador

 

 

É com muita alegria que convidamos a todos a celebrarem, conosco, os 30 anos do Grupo Nós do Morro. Com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da AGUAS – responsável pelas residências artísticas do Teatro Municipal Serrador, faremos uma ocupação no referido teatro, que contará com dois espetáculos, duas edições do Serve-se – um sarau artístico com muita música e poesia –, um debate sobre arte e cultura, além de oficinas de teatro e dança.

 

O Grupo Nós do Morro celebra seus 30 anos com o patrocínio da Petrobras.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Bataclã

02 a 16 de novembro

Terça e quarta, às 19h30

 

Abalou, um Musical Funk

11 a 20 de novembro

Sexta, sábado e domingo, às 19h30

 

Serve-se

03 e 10 de novembro

Quinta, às 19h30

 

Debate: Teatro e Movimento para o Futuro

17 de novembro

Quinta, às 19h30

 

Oficina de Teatro com Guti Fraga

12 de Novembro

Sábado, das 15h às 18h

 

Oficina de dança Afro com Eliete Miranda

19 de novembro

Sábado, das 15h às 18h

 

INGRESSOS:

R$ 20,00 (inteira)

R$ 10,00 (meia) 

 

Com simples apresentação de documentos comprobatórios, moradores da cidade, pessoas nascidas no município do Rio de Janeiro, idosos, professores, pessoas com necessidades especiais, beneficiários do Programa Bolsa-Cultura, Bônus-Cultura, servidores públicos municipais , estudantes e menores de 21 anos têm direito a meia-entrada.

 

Moradores da cidade devem apresentar a identidade e o comprovante de residência para ter direito à meia-entrada, desde que as contas (água, luz, telefone, etc.) pagas tenham no máximo três meses de emissão.

 

 

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OS DOIS OU O INGLÊS MAQUINISTA

Os Dois ou o Inglês MaquinistaSITE 

Foto: Acervo Nós do Morro

 

 

Tráfico, corrupção, cambalacho, cabide de empregos. Em 1988, quando a noite cai sobre o Morro do Vidigal, os moradores esquecem a conturbada realidade em que vivem e voltam duzentos anos na História. Mas já nos primeiros minutos de espetáculo, uma revelação: um Brasil moderno vigora sobre as reminiscências de um passado reincidente. O mesmo que, em 1840, angustiou o teatrólogo Martins Pena.

 

Na comédia “Os Dois ou O Inglês Maquinista”, o dramaturgo traça um retrato sutil da sociedade burguesa carioca do século XIX, bastante similar ao registro contemporâneo. Uma abordagem do contrabando dos negros africanos e da luta entre dois grupos antagônicos: o dos traficantes e interessados na manutenção do tráfico e o dos ingleses, que vislumbravam no fim da escravidão uma oportunidade para aumentar o lucro de seus negócios comerciais no Brasil.

 

 

Aqueles que prestigiam a terceira montagem da companhia têm a oportunidade de mergulhar na cabeça da realidade do morro. Sob direção geral de Guti Fraga, o espetáculo convida o público a deixar do lado de fora do teatro os preconceitos que marginalizam o trabalho do próprio Grupo. Presságio de um estigma em declínio. Um adeus ao “teatrinho do morro” e o advento da montagem profissional.

 

 

Com o espetáculo “Os Dois ou O Inglês Maquinista”, o Nós do Morro faz sua primeira bilheteria: simbólicos CZ$ 50,00 (cinquenta cruzados) por pessoa. Resultado: Centro Comunitário Padre Leeb lotado!

 

Semana que vem contaremos mais uma parte da história do Nós do Morro que completa 30 anos esse ano. 

 

 

                          cartaz Os Dois ou o Inglês Maquinista

                         

                                    Cartaz de Divulgação do espetáculo "Os Dois ou o Inglês Maquinista"

 

 

 

#NósdoMorroAno30#20anosdeCineNósdoMorro#NósdoMorrosustentável

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

 

 Foto Parte III

Foto: Livro Nós do Morro 20 anos

Da esquerda para a direita: Alexandra, Romildo, Barton, Deco e Tininho.

 

 

Encontros

A primeira montagem

 

Encontros, argumentos e textos de Luiz Paulo Corrêa e Castro e Tino Costa, foi levado à cena em 1987, no Teatro do Centro Comunitário do Padre Leeb. Trata-se da primeira peça montada pelo núcleo fundador do Nós do Morro, que contava com cerca de 14 atores, direção de Guti Fraga, iluminação de Fred Pinheiro, direção de movimento de Márcia Barros. A peça falava da vida de adolescentes locais, mostrando os principais pontos de encontro e reunião dos jovens adolescentes do Vidigal na década de 80 e os problemas enfrentados por eles no cotidiano da favela. Mas antes de tudo, “Encontros” era uma celebração à vida e a alegria de viver, com personagens que falavam da “merenda” de mingau de sagu da Escola Almirante Tamandaré, sonhando com um suculento bife com batatas fritas; da relação dos meninos e meninas na Prainha do Vidigal com os gringos que vinham se hospedar no Hotel Sheraton; das Kombis lotadas na Estrada do Tambá; e do encontro destes adolescentes com o amor e os conflitos de família.

 

Pontos focais do morro, como a Escola Municipal Almirante Tamandaré, o então existente  Mirante da Pedrinha, a Praia do Vidigal, o Clube Águia – onde aconteciam os bailes da época e a antiga Estrada do Tambá (atual Avenida Presidente João Goulart) eram retratados em cena por meio de telões pintados por Xandinho e neles aconteciam os episódios da peça, mostrando meninos e meninas na busca de respostas para os seus problemas existenciais e suas relações amorosas. O texto também privilegiava a discussão sobre os caminhos tomados por uma geração adolescente, que buscava uma maneira de expressar as suas indagações sobre a vida por meio da arte, mas não tinha como fazê-lo numa comunidade carente e que não oferecia quaisquer equipamentos de produção de bens culturais onde eles pudessem expressar o seu talento.

 

Desde a sua estreia, “Encontros” trouxe ao Teatro do Centro Comunitário do Padre Leeb pessoas de todo o Vidigal, com casa cheia em todas as sessões. Em todas elas, Guti fazia um pequeno discurso para o público local, apresentando o espaço e pedindo que as pessoas não levantassem para ir ao banheiro durante o espetáculo e, para aqueles que já tinham assistido antes, que não contassem o final das cenas para as pessoas do lado. Esta preleção fazia parte do projeto de formação de plateia, que integrava o projeto de formação de atores do Nós do Morro.

 

Como a peça mostrava o Vidigal e personagens que representavam moradores do bairro, em locais bastante conhecidos, como o baile do Águia, a Escola Almirante Tamandaré e a Praia do Vidigal, as pessoas que assistiam a peça saíam entusiasmadas por se reconhecerem naquilo que estava sendo retratado em cena. Todos os sábados e domingos, nas tardes antes do espetáculo, os atores do grupo saíam pelas ruas do Vidigal, com instrumentos e figurinos para “convocar” os moradores para ir ao teatro.

 

Continue acompanhando a história do Grupo Nós do Morro, sexta que vem tem mais!

 

 

 Foto 2 ParteIII

Fotos: Acervo Nós do Morro

 

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

 Cartaz 1

 

Foto: Primeiros cartazes

 

O INÍCIO  

 

Parte II

 

 

Nos primeiros espetáculos, inspirados no cotidiano dos moradores e encenados pelos próprios, Guti Fraga cuida da direção; Fred Pinheiro da iluminação, e Luiz Paulo e Tino Costa, da dramaturgia.

 

Idos de 1986. Mesmo sendo o padre um ente venerado entre os habitantes do Vidigal, a capela de seu Centro Comunitário nunca ficara, até “Encontros”, tão cheia de gente. A avidez com que os moradores curtem o sucesso escrito por Luiz Paulo e Tino Costa traz nova realidade àquela arquitetura.

 

Desenham-se, nesse momento, as primeiras investidas na construção de um espaço dramático. O palco adaptado, a partir de então, funciona como cenário das sucessivas performances do Grupo. A companhia recebe considerável apoio da vizinhança. Nos seis meses de duração da temporada, “Encontros” mantém a casa cheia. O público identifica-se com a mise-em-scène criada e, não raro, um ou outro se manifesta em pleno espetáculo. Falta de hábito, pode-se dizer. Ou puro encantamento.

 

Naquele momento, uma média de 95% dos espectadores do Vidigal vai ao teatro pela primeira vez. Não à toa, um simples personagem com figurino desengonçado e um imenso nariz de plástico provoca gargalhadas contagiantes. Cada gesticulação ou fala é ovacionada sem que se aguarde o término da cena. A espontaneidade manifesta-se também nos atores, que, novatos, não conseguem segurar o próprio riso. Imersos na seriedade dos temas propostos, não descartam as gírias e as referências locais. Quando se entusiasmam com o eco da plateia, aumentam o tom de voz.

 

Um pouco de “Encontros"

 

Nada de lata d’água na cabeça ou tráfico de drogas. De miséria, violência e sangue, a vida real pede arrego. “Encontros” surge da necessidade de se criar um mundo que apresenta enormes desigualdades. Vinte jovens, com idades entre 11 e 20 anos, ingressam num programa de trabalho no qual, além das aulas de interpretação, participam do processo de criação e de montagem do espetáculo. Partindo de improvisações de cenas, Guti, Luiz Paulo e Tino Costa desenham um roteiro, cuja rotina dos moradores do Vidigal, sobretudo a dos adolescentes, funciona como insumo do argumento da montagem.

 

“Encontros” leva o Vidigal a brincar com os próprios costumes. As dependências do Centro Comunitário tornam-se metonímia das vivências e dos recantos mais explorados no morro: os bailes funk do clube Águia, a “azaração” na saída da escola, os primeiros beijos e a descoberta do sexo no Sempre Tem (nomoródromo local), a relação com os gringos na praia do Vidigal. Entre cacos e gargalhadas nada comedidas, temas mais sérios como a repressão sexual e a fome são discutidos.

 

Assistida por cerca de oito mil espectadores, a peça sinaliza uma aposta real num caminho artístico, no qual a comunidade é protagonista no enredo, na montagem e na criação da obra.

 

 

Na próxima sexta, falaremos um pouco mais como foi a montagem da peça “Encontros”.

 

 

#NósdoMorro   #NósdoMorroano30

 

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30 anos de acesso a arte!

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No ano da Mostra Nós do Morro especial Shakespeare, é ele que fecha o ano no Teatro do Vidigal

 

 OS MALDITOS SHAKESPERIANOS 

19 e 20 de dezembro de 2015

 

 

Com Direção de Cico Caseira e elenco de  atores que estudam ou já passaram pelo Grupo Nós do Morro. O epstáculo passeia por várias cenas de várias peças diferentes de Willian Shakespeare; que no ano de 2015 já esteve no Vidigal, durante os meses de julho e agosto.  Quando as turmas do Grupo encenaram: " Romeu e Julieta" com Direção de Fátima Domingues,  "Era uma vez a Tempestade - Um shakespeare de todas as idades" com Direçãod e Cico Caseira e a CIA encarou "Domando a Megera" com Direção de Fernando Mello da Costa e músicas de Gabriel Moura.

Nestes Malditos Shakespearianos o que vale é público e atores esperimentarem as várias emoções de ator/autor que o mundo tanto ama.

Este será o último fim de semana de funcionamento em 2015 e esperamos trazer muito mais TEATRO EM 2016!

 

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´Bandeira de Retalhos´ comemora um ano em cartaz com nova temporada no Casarão do Nós do Morro

´Bandeira de Retalhos´ comemora um ano em cartaz com nova temporada no Casarão do Nós do Morro

 

´Bandeira de Retalhos´, peça do Nós do Morro que estreou em 14 de junho do ano passado na sede do grupo, no Morro do Vidigal, inicia uma nova temporada, no mesmo local, na terça-feira, dia 4 de junho, às 21h. O espetáculo fica em cartaz às terças-feiras, às 21h, até 17 de julho no Casarão do Nós do Morro – Rua Dr. Olinto de Magalhães, 54, Vidigal. A entrada é gratuita, mas com direito ao chapéu do elenco, ao fim do espetáculo.

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