NÓS DO MORRO COMEMORA 30 ANOS DE ATIVIDADES COM OCUPAÇÃO NO TEATRO SERRADOR

Ocupação Serrador

 

 

É com muita alegria que convidamos a todos a celebrarem, conosco, os 30 anos do Grupo Nós do Morro. Com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da AGUAS – responsável pelas residências artísticas do Teatro Municipal Serrador, faremos uma ocupação no referido teatro, que contará com dois espetáculos, duas edições do Serve-se – um sarau artístico com muita música e poesia –, um debate sobre arte e cultura, além de oficinas de teatro e dança.

 

O Grupo Nós do Morro celebra seus 30 anos com o patrocínio da Petrobras.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Bataclã

02 a 16 de novembro

Terça e quarta, às 19h30

 

Abalou, um Musical Funk

11 a 20 de novembro

Sexta, sábado e domingo, às 19h30

 

Serve-se

03 e 10 de novembro

Quinta, às 19h30

 

Debate: Teatro e Movimento para o Futuro

17 de novembro

Quinta, às 19h30

 

Oficina de Teatro com Guti Fraga

12 de Novembro

Sábado, das 15h às 18h

 

Oficina de dança Afro com Eliete Miranda

19 de novembro

Sábado, das 15h às 18h

 

INGRESSOS:

R$ 20,00 (inteira)

R$ 10,00 (meia) 

 

Com simples apresentação de documentos comprobatórios, moradores da cidade, pessoas nascidas no município do Rio de Janeiro, idosos, professores, pessoas com necessidades especiais, beneficiários do Programa Bolsa-Cultura, Bônus-Cultura, servidores públicos municipais , estudantes e menores de 21 anos têm direito a meia-entrada.

 

Moradores da cidade devem apresentar a identidade e o comprovante de residência para ter direito à meia-entrada, desde que as contas (água, luz, telefone, etc.) pagas tenham no máximo três meses de emissão.

 

 

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NÓS DO MORRO COMEMORA 30 ANOS DE ATIVIDADES COM OCUPAÇÃO NO SESC COPACABANA

 

Selo 30 anos

 

Três décadas atrás, uma turma do Vidigal tinha o sonho conjunto de transformar a vida através da arte. Foi desse desejo comunitário que nasceu o bem-sucedido Grupo Nós do Morro, hoje referência de trabalho cultural e social na cidade. Dando continuidade às atividades que celebram essa trajetória, a companhia leva, ao Sesc Copacabana a partir de 30 de setembro, o Nós do Morro 30 anos de Arte, com dois espetáculos autorais – o inédito "Bataclã", dirigido por Fernando Mello da Costa, e "Abalou, um musical funk", com direção de Guti Fraga, ambos com dramaturgia de Luís Paulo Corrêa e Castro – e a performance poética musical "Batalha de Poesia", com organização de texto e direção de Guti Fraga.

 

O grupo também leva ao espaço da Zona Sul o Cine Nós do Morro, uma mostra de cinema com sessões voltadas para crianças e outras para adultos; a exposição Nós do Morro 30 anos, que conta a história do grupo através de fotos, maquetes de cenários e figurinos; e organiza ainda oficinas de teatro com Guti Fraga e de cinema para crianças com Luciana Bezerra e Luciano Vidigal.

 

 

O Grupo Nós do Morro celebra seus 30 anos com o patrocínio da Petrobras.

 

 

SERVIÇO

 

Ocupação: 30 de setembro a 29 de outubro de 2016.

Local: SESC Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana

Informações: (21) 2548-1088

 

 

BATACLÃ

 

Texto: Luis Paulo Corrêa e Castro

Direção: Fernando Mello da Costa

Temporada: 30 de setembro a 29 de outubro.

Sexta e Sábado às 20h30

Domingo às 19h

Domingo, dia 23 de outubro terão duas sessões, 16h e 19h

Sábado, dia 29 de outubro terão duas sessões, 18h e 20h30

 

 

A montagem relembra o clima do Vidigal no final dos anos 70, quando o morro recebeu diversos artistas e intelectuais que subiram suas ladeiras para morar num conjunto de prédios recém-construídos. Atores, cantores, artistas plásticos, produtores e realizadores de cinema, universitários e outras tribos da classe média – que atravessavam o período da desilusão da luta contra a ditadura militar –, se encontraram com sambistas, mulatas e demais moradores da comunidade, que ainda não tinha sido atingida pelo crescimento desordenado e pelos problemas sociais, que se agravariam nas décadas seguintes. Os dois grupos se encontravam em bares e biroscas localizados no alto do morro.

 

 

Um dos pontos de encontro, que ficou marcado na memória das novas gerações formadas a partir dessa mistura de culturas, era uma casa, localizada na parte alta da favela. No espaço, eram realizadas grandes festas, frequentadas por integrantes destas duas tribos, onde as informações e experiências eram trocadas e se experimentava uma vivência comunitária, com uma circulação intensa de jovens e adultos. Como uma república, a casa reunia moradores da favela e os artistas e intelectuais e recebeu o nome de Bataclã. Nesse lugar, romances se iniciaram e terminaram; jovens tiveram suas primeiras experiências sexuais e com um mundo que até então só conheciam no cinema e na televisão.

 

 

Personagens que entraram para a história do Vidigal e que foram a base para a formação intelectual de toda uma geração de moradores do morro passaram pelas portas do Bataclã.

 

 

 

ABALOU, UM MUSICAL FUNK

 

Texto: Luis Paulo Corrêa e Castro

Direção: Guti Fraga

Temporada: 05 a 27 de outubro.

Quartas e quintas às 20h30.

 

Maestro, estudante secundarista, fica impressionado com a efervescência do mundo do rap e do funk, em meados da década de 90, no Rio de Janeiro.  Pressionado pela necessidade de ascensão social dos jovens moradores de favela e bairros da periferia da cidade, resolve criar um novo estilo de rap, com bases sonoras inspiradas nas composições de Beethoven e letras inspiradas nas composições de Caetano Veloso. Certo de que sua ideia seria um sucesso imediato e o ajudaria a conquistar um lugar de destaque como MCs do bairro, Maestro leva sua ideia para o grande empresário Big Ben, que, de imediato, rejeita a novidade.

 

Maestro conta com alguns apoios inesperados. Três fantasmas, ex-moradores do Vidigal que, incomodados no céu com o barulho dos bailes funk, resolvem voltar à Terra para descobrir a origem daquela bagunça e vão parar no baile do Vidigal. Lá, aparece Tininha, líder de um grupo de meninas que frequentam o baile e têm nela a sua fonte inspiradora, mas não compreendem suas esquisitices. Tininha sonha em deixar a favela para morar em Copacabana e, secretamente, alimenta uma paixão não correspondida por Maestro.

 

O grupo de Tininha tem por antagonista a turma da Martinha, que são seguidoras fiéis dos MCs Pilantra e Lagartão, empresariados por Big Ben e antagonistas de Maestro. Os fantasmas Ricardo, um dono de equipes de soul dos anos 70; Eládio, frequentador assíduo das gafieiras na década de 60; e Waldemar, um dançarino e admirador dos bailes das grandes orquestras americanas das décadas de 40 e 50, começam, então, a manobrar para juntar Maestro e Tininha e, desta forma, influenciam a vida dos demais personagens do espetáculo.

 

A peça estreou em 1997, na Casa de Cultura Laura Alvim, e recebeu seis indicações ao Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem (melhor atriz, espetáculo, coreografia e categoria especial), das quais ganhou coreografia, cenário e categoria especial. Na montagem atual, o texto foi reescrito, considerando as circunstâncias político-sociais do Brasil, o crescimento e as novas formas de conflito e conciliação no espaço da favela.

 

 

 

BATALHA DE POESIA

 

Direção e Organização de Texto: Guti Fraga

Temporada: 11 a 25 de outubro.

Terças às 18h30.

 

 

Espetáculo performático, aberto à participação do público, em que o elenco, composto por um grupo de jovens, se reúne para conversar sobre a vida e as perspectivas de futuro, desenvolvendo uma “batalha” de ideias em forma de rap com muita música e poesia. O texto, organizado por Guti Fraga, é uma colagem de poesias de escritores brasileiros e conta, também, com intervenções musicais executadas ao vivo pelo elenco.

 

 

EXPOSIÇÃO NÓS DO MORRO 30 ANOS

 

De 4 a 29 de outubro.

 

Nesta exposição, aberta à visitação de terça a domingo, será compartilhada com o público a história dos 30 anos de existência do Grupo Nós do Morro, exposta através de livros, fotos, matérias de jornal, vídeos, música, maquetes de cenários e projetos de espetáculos. O público terá acesso ao processo de formação e consolidação do Grupo; detalhes e as curiosidades dessa história.

 

 

MOSTRA DE CURTA-METRAGEM CINE NÓS DO MORRO

 

Cine Nós do Morro para Crianças

Domingo, dia 12 de outubro

1ª sessão: 10h

2ª sessão: 15h

 

Cinco curtas-metragens, feitos para o público infantil, serão exibidos: Picolé, Pintinho e Pipa; Lá do Alto, Os Donos da Mata; A tangerina do Vidigal, A distração de Ivan. Após a exibição, será realizada a Oficina de Experimentação Cinematográfica, com brincadeiras e atividades lúdicas ligadas ao universo do cinema.

 

Cine Nós do Morro para Adultos

Quarta, dia 26 de outubro às 19h.

 

Exibição dos curtas e médias-metragens premiados do grupo: “Mina de fé”, “Picolé, pintinho e pipa”, “A distração de Ivan”, “Amanhã já é outono” e “Caixa preta”.

 

 

OFICINAS NÓS DO MORRO

 

Teatro para adolescentes

Dias 25,26 e 27 de outubro (terça, quarta e quinta)

Das 15h as 18h.

 

O objetivo é realizar uma oficina de teatro para adolescentes, com ou sem experiência, como forma de dividir e multiplicar a metodologia do aprendizado teatral desenvolvida pelo Grupo. A oficina será ministrada pelo diretor Guti Fraga e será oferecida para um grupo de 20 pessoas.

Inscrições pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | Título do email: Oficina de Teatro

 

Oficina de experimentação cinematográfica para crianças

Domingo, dia 12 de outubro.

1ª turma: 11h

2ª turma: 16h

 

As oficinas serão ministradas pelos cineastas Luciana Bezerra e Luciano Vidigal, destinadas a todas as crianças presentes nas sessões de cinema e com o objetivo de aproximar as crianças da magia do cinema. Eles aprenderão a dinâmica das câmeras confeccionando as próprias caixas pretas e compartilhando desenhos que serão apresentados quadro a quadro, de acordo com narrativas desenvolvidas coletivamente. Cada oficina terá duração de sessenta minutos.

Inscrições pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | Título do email: Oficina de cinema

 

 

 

 

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OS DOIS OU O INGLÊS MAQUINISTA

Os Dois ou o Inglês MaquinistaSITE 

Foto: Acervo Nós do Morro

 

 

Tráfico, corrupção, cambalacho, cabide de empregos. Em 1988, quando a noite cai sobre o Morro do Vidigal, os moradores esquecem a conturbada realidade em que vivem e voltam duzentos anos na História. Mas já nos primeiros minutos de espetáculo, uma revelação: um Brasil moderno vigora sobre as reminiscências de um passado reincidente. O mesmo que, em 1840, angustiou o teatrólogo Martins Pena.

 

Na comédia “Os Dois ou O Inglês Maquinista”, o dramaturgo traça um retrato sutil da sociedade burguesa carioca do século XIX, bastante similar ao registro contemporâneo. Uma abordagem do contrabando dos negros africanos e da luta entre dois grupos antagônicos: o dos traficantes e interessados na manutenção do tráfico e o dos ingleses, que vislumbravam no fim da escravidão uma oportunidade para aumentar o lucro de seus negócios comerciais no Brasil.

 

 

Aqueles que prestigiam a terceira montagem da companhia têm a oportunidade de mergulhar na cabeça da realidade do morro. Sob direção geral de Guti Fraga, o espetáculo convida o público a deixar do lado de fora do teatro os preconceitos que marginalizam o trabalho do próprio Grupo. Presságio de um estigma em declínio. Um adeus ao “teatrinho do morro” e o advento da montagem profissional.

 

 

Com o espetáculo “Os Dois ou O Inglês Maquinista”, o Nós do Morro faz sua primeira bilheteria: simbólicos CZ$ 50,00 (cinquenta cruzados) por pessoa. Resultado: Centro Comunitário Padre Leeb lotado!

 

Semana que vem contaremos mais uma parte da história do Nós do Morro que completa 30 anos esse ano. 

 

 

                          cartaz Os Dois ou o Inglês Maquinista

                         

                                    Cartaz de Divulgação do espetáculo "Os Dois ou o Inglês Maquinista"

 

 

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

 

 Foto Parte III

Foto: Livro Nós do Morro 20 anos

Da esquerda para a direita: Alexandra, Romildo, Barton, Deco e Tininho.

 

 

Encontros

A primeira montagem

 

Encontros, argumentos e textos de Luiz Paulo Corrêa e Castro e Tino Costa, foi levado à cena em 1987, no Teatro do Centro Comunitário do Padre Leeb. Trata-se da primeira peça montada pelo núcleo fundador do Nós do Morro, que contava com cerca de 14 atores, direção de Guti Fraga, iluminação de Fred Pinheiro, direção de movimento de Márcia Barros. A peça falava da vida de adolescentes locais, mostrando os principais pontos de encontro e reunião dos jovens adolescentes do Vidigal na década de 80 e os problemas enfrentados por eles no cotidiano da favela. Mas antes de tudo, “Encontros” era uma celebração à vida e a alegria de viver, com personagens que falavam da “merenda” de mingau de sagu da Escola Almirante Tamandaré, sonhando com um suculento bife com batatas fritas; da relação dos meninos e meninas na Prainha do Vidigal com os gringos que vinham se hospedar no Hotel Sheraton; das Kombis lotadas na Estrada do Tambá; e do encontro destes adolescentes com o amor e os conflitos de família.

 

Pontos focais do morro, como a Escola Municipal Almirante Tamandaré, o então existente  Mirante da Pedrinha, a Praia do Vidigal, o Clube Águia – onde aconteciam os bailes da época e a antiga Estrada do Tambá (atual Avenida Presidente João Goulart) eram retratados em cena por meio de telões pintados por Xandinho e neles aconteciam os episódios da peça, mostrando meninos e meninas na busca de respostas para os seus problemas existenciais e suas relações amorosas. O texto também privilegiava a discussão sobre os caminhos tomados por uma geração adolescente, que buscava uma maneira de expressar as suas indagações sobre a vida por meio da arte, mas não tinha como fazê-lo numa comunidade carente e que não oferecia quaisquer equipamentos de produção de bens culturais onde eles pudessem expressar o seu talento.

 

Desde a sua estreia, “Encontros” trouxe ao Teatro do Centro Comunitário do Padre Leeb pessoas de todo o Vidigal, com casa cheia em todas as sessões. Em todas elas, Guti fazia um pequeno discurso para o público local, apresentando o espaço e pedindo que as pessoas não levantassem para ir ao banheiro durante o espetáculo e, para aqueles que já tinham assistido antes, que não contassem o final das cenas para as pessoas do lado. Esta preleção fazia parte do projeto de formação de plateia, que integrava o projeto de formação de atores do Nós do Morro.

 

Como a peça mostrava o Vidigal e personagens que representavam moradores do bairro, em locais bastante conhecidos, como o baile do Águia, a Escola Almirante Tamandaré e a Praia do Vidigal, as pessoas que assistiam a peça saíam entusiasmadas por se reconhecerem naquilo que estava sendo retratado em cena. Todos os sábados e domingos, nas tardes antes do espetáculo, os atores do grupo saíam pelas ruas do Vidigal, com instrumentos e figurinos para “convocar” os moradores para ir ao teatro.

 

Continue acompanhando a história do Grupo Nós do Morro, sexta que vem tem mais!

 

 

 Foto 2 ParteIII

Fotos: Acervo Nós do Morro

 

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

 Cartaz 1

 

Foto: Primeiros cartazes

 

O INÍCIO  

 

Parte II

 

 

Nos primeiros espetáculos, inspirados no cotidiano dos moradores e encenados pelos próprios, Guti Fraga cuida da direção; Fred Pinheiro da iluminação, e Luiz Paulo e Tino Costa, da dramaturgia.

 

Idos de 1986. Mesmo sendo o padre um ente venerado entre os habitantes do Vidigal, a capela de seu Centro Comunitário nunca ficara, até “Encontros”, tão cheia de gente. A avidez com que os moradores curtem o sucesso escrito por Luiz Paulo e Tino Costa traz nova realidade àquela arquitetura.

 

Desenham-se, nesse momento, as primeiras investidas na construção de um espaço dramático. O palco adaptado, a partir de então, funciona como cenário das sucessivas performances do Grupo. A companhia recebe considerável apoio da vizinhança. Nos seis meses de duração da temporada, “Encontros” mantém a casa cheia. O público identifica-se com a mise-em-scène criada e, não raro, um ou outro se manifesta em pleno espetáculo. Falta de hábito, pode-se dizer. Ou puro encantamento.

 

Naquele momento, uma média de 95% dos espectadores do Vidigal vai ao teatro pela primeira vez. Não à toa, um simples personagem com figurino desengonçado e um imenso nariz de plástico provoca gargalhadas contagiantes. Cada gesticulação ou fala é ovacionada sem que se aguarde o término da cena. A espontaneidade manifesta-se também nos atores, que, novatos, não conseguem segurar o próprio riso. Imersos na seriedade dos temas propostos, não descartam as gírias e as referências locais. Quando se entusiasmam com o eco da plateia, aumentam o tom de voz.

 

Um pouco de “Encontros"

 

Nada de lata d’água na cabeça ou tráfico de drogas. De miséria, violência e sangue, a vida real pede arrego. “Encontros” surge da necessidade de se criar um mundo que apresenta enormes desigualdades. Vinte jovens, com idades entre 11 e 20 anos, ingressam num programa de trabalho no qual, além das aulas de interpretação, participam do processo de criação e de montagem do espetáculo. Partindo de improvisações de cenas, Guti, Luiz Paulo e Tino Costa desenham um roteiro, cuja rotina dos moradores do Vidigal, sobretudo a dos adolescentes, funciona como insumo do argumento da montagem.

 

“Encontros” leva o Vidigal a brincar com os próprios costumes. As dependências do Centro Comunitário tornam-se metonímia das vivências e dos recantos mais explorados no morro: os bailes funk do clube Águia, a “azaração” na saída da escola, os primeiros beijos e a descoberta do sexo no Sempre Tem (nomoródromo local), a relação com os gringos na praia do Vidigal. Entre cacos e gargalhadas nada comedidas, temas mais sérios como a repressão sexual e a fome são discutidos.

 

Assistida por cerca de oito mil espectadores, a peça sinaliza uma aposta real num caminho artístico, no qual a comunidade é protagonista no enredo, na montagem e na criação da obra.

 

 

Na próxima sexta, falaremos um pouco mais como foi a montagem da peça “Encontros”.

 

 

#NósdoMorro   #NósdoMorroano30

 

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MEMÓRIAS NÓS DO MORRO

Foto Parte I 1

 

Foto: Livro Nós do Morro 20 anos.

 

O INÍCIO

 

A semente de um dos grupos de teatro do Brasil cresce do encontro de artistas com a comunidade e das contradições vividas por ambos num território marcado por conflitos sociais e econômicos. Arraigado nas origens, mas sem deixar de olhar para o horizonte à frente. De longe vieram as bases de sua fundação: uma vontade irresistível de fazer arte e soltar a imaginação. Desejo lúdico e, ao mesmo tempo, sério e embasado.

 

O ano é 1985, Guti perambula pelas vielas do Vidigal para convencer o pessoal a alternar os papos de futebol e de novela com algo que parecia ser coisa de gente rica: o teatro. Nas madrugadas encostadas no balcão de bar, ele arregimenta a equipe: Fernando Mello da Costa, cenografia; Luiz Paulo, dramaturgia e Fred Pinheiro, iluminação. Este último, colega da equipe de Marília Pêra, sobe o morro pela primeira vez.

 

O primeiro local de trabalho do Grupo é um tanto inusitado. O espaço na Rua Benedito Calixto pertence a um padre austríaco, o padre Leeb. Um espaço ao ar livre, onde Fred Pinheiro promete criar uma cenografia com refletores de lata.

 

Nas ruas do Vidigal, Guti inicia seus primeiros garimpos. Entre os primeiros talentos locais: Deco, Rita, Jô, Tino Costa e Popia Marques, folclorizados por suas violas. Em novembro de 1986, está formado o Projeto Teatro Comunidade. O nome Nós do Morro chega um pouco depois, graças à inspiração de Seu Celeste. É no seu bar, em animada reunião com os integrantes do Grupo, que acontece o batismo.

 

O Projeto Teatro Comunidade, aos poucos, vai diluindo o conceito de que somente os mais abastados têm acesso à cultura. Com a iniciativa do padre, é construído um teatro com capacidade para oitenta pessoas, equipado com um sistema de iluminação alternativo composto por refletores improvisados, dois camarins e toda a estrutura necessária para o funcionamento de uma casa de espetáculos.

 

O padre austríaco é, sem dúvida, personagem importante nessa história de fazer teatro em plena favela.

É no Centro Comunitário Padre Leeb que o primeiro espetáculo do Grupo Nós do Morro é encenado e apresentado à comunidade do Vidigal.

 

 

Quer saber mais? Acompanhe nossa história todas as sextas!

 

#NósdoMorro #NósdoMorroano30

 

 

 

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NÓS DO MORRO DÁ INÍCIO AO PROJETO 30 ANOS EM CENA COM AULA INAUGURAL DE VINÍCIUS REIS E ROSANE SVARTMAN

Cartaz diversos

 

 

O Nós do Morro orgulhosamente dá inicio às comemorações dos 30 anos de atividades do grupo, no ano de 2016, anunciando o projeto Nós do Morro Ano 30, sob o patrocínio da Petrobras, e que tem por objetivo a continuação dos trabalhos de pesquisa cênica da Cia Teatral Nós do Morro, visando à montagem do novo espetáculo autoral do grupo: O musical Bataclã, de autoria de Luiz Paulo Corrêa e Castro e direção de Fernando Mello da Costa. A peça é uma retomada da pesquisa do grupo sobre a história da sua comunidade-mãe, que vai mostrar o Morro do Vidigal na virada dos anos 1970 para 1980, quando a integração entre os moradores tradicionais e os artistas que subiram a favela para morar na comunidade acabou por germinar um caldo cultural que provocou uma verdadeira revolução artístitico-cultural no local, da qual o surgimento do Nós do Morro, em 1986, é um dos frutos mais importantes para o panorama cultural da cidade do Rio de Janeiro e que germinou as bases para o florescimento de todo um movimento artístico e cultural em outras comunidades e localidades carentes do Rio de Janeiro.

 

O projeto engloba a Mostra de Teatro Nós do Morro 2016, com apresentação de duas práticas de montagem que terão por base textos clássicos do repertório autoral do Nós do Morro e ficarão a cargo de duas turmas que, junto com Cia Nós do Morro, integram o corpo artístico do grupo e se acham inseridas no projeto cultural da Petrobras que, desde 2002, patrocina a pesquisa e a montagem dos espetáculos do grupo.

 

Para marcar o começo das nossas atividades, será realizada, no dia 10 de março, uma aula inaugural, com a participação dos cineastas Vinícius Reis e Rosane Svartman, responsáveis pela implementação do Núcleo Audiovisual do Nós do Morro, em 1996. Teremos a exibição do documentário Testemunho Nós do Morro, seguida de debate com os dois Cineastas e diretores do grupo, e mediação de Guti Fraga, que apresentarão um resumo da trajetória do Nós do Morro durante as três décadas de atividade deste projeto pioneiro que ao longo de toda a sua existência se pautou na abertura de acessos à arte e à cultura para a população da nossa cidade.  O Projeto Nós do Morro Ano 30, que será desenvolvido ao longo do ano de 2016, conta com patrocínio da Petrobras e além das oficinas de prática de montagem e peça nova, também contempla a exibição de 10 sessões do Cine Nós do Morro, com apresentação de filmes e debates a serem realizados no Espaço Cultural do Nós do Morro, sendo o evento gratuito e aberto ao público em geral.

 

O projeto que iniciamos neste dia 10 de março, faz parte do projeto Nós do Morro 30 anos em cena, que traz consigo muitos outros projetos e eventos comemorativos, que também serão desenvolvidos ao longo do ano.

 

As comemorações das três décadas de existência do Nós do Morro também englobam alguns outros projetos, que preveem a realização de eventos o funcionamento da Escola de Teatro do grupo. Entre os eventos previstos e que se encontram em fase de captação, o grupo almeja a montagem de duas peças do seu repertório autoral: Abalou – um musical funk, com direção de Guti Fraga, idealizador e fundador do Nós do Morro, e Burro sem rabo, com direção de Fernando Mello da Costa, as quais, juntamente com a montagem de Bataclã farão parte de uma mostra de repertório a ser apresentada em teatro do circuito profissional no final do segundo semestre de 2016. Além destes espetáculos,  grupo também está na busca de apoio e patrocínio para complementar a realização de um grande evento comemorativo a ser realizado no Vidigal, marcando a passagem dos seus 30 anos de atividade ininterrupta.Para a continuidade da Escola de Teatro do Nós do Morro, que prevê a inclusão, em 2016, de oito turmas de formação de atores (infantil, juvenil e adultos), o grupo se encontra em fase de negociação com a Prefeitura do Rio através da Secretaria  Municipal de Cultura, que garantiu a sua participação no tocante ao suporte financeiro para a manutenção dos cursos e oficinas abertos ao público carioca, interessados em participar do nosso projeto, com aulas de formação teatral gratuitas.

 

 Em 2016, ano tão importante para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil, que serão a sede dos XXXI Jogos Olímpicos de verão, o Nós do Morro também se orgulha de contribuir para o desenvolvimento da cultura brasileira, comemorando os seus 30 anos de existência. Venha se juntar a esta festa, apoiando e patrocinando este projeto, que tem primado pela busca incessante de abertura de acesso à Arte e à Cultura, disseminando uma mensagem de valorização do trabalho coletivo e de que a vida levada na arte é muito mais bonita de ser vivida.

 

Links Relacionados:

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Recesso das atividades durante semana de Carnaval

Recesso das atividades durante semana de Carnaval

 

 

Durante o carnaval 2016 o Grupo Nós do Morro fará recesso de suas atividades. Dos dias 06/02 até 15/02 a casa não funcionará. No dia 16/02 retomaremos nossas atividades normais.

 

O Casarão do Nós do Morro, funciona com oficinas artísticas, cursos de teatro, ensaios da CIA Nós do Morro, atendimentos puiscológico, biblioteca equipada de computadores e Cineclubes.  Além de oferecer salas de aluguel para ensaio de dança e teatro e para apresentação de espetáculos. E serviços de edição, copiagem e finaçlização em sua ilha de edição.

 

o grupo Nós do Morro faz 30 anos de democratização ao acesso a Arte, e atividades culturais ininterruptas neste ano de 2016. E desejamos fazer mais!

 

Para saber mais sobre  nossos serviços e cursos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (21) 38749411.

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Casarão recebe crianças para oficinas e sessão terror na despedida das férias

Casarão recebe crianças para oficinas e sessão terror na despedida das férias

 

Neste dia 03/02/2016 o Cine Nós do Morro, preparou uma sessão especial para o encerramento das férias. A sessão que teve curadoria e oficinas comandadaa pela Cineasta Luciana Bezerra, iniciou as 16h com experiências com a câmera escura, oficina de desenho para flip-book e a sessão esperada do curta "VINIL VERDE" seguido de "CORALINE".  

Vinil Verde é um curta-metragem brasileiro de 2004, do gênero suspense, dirigido por Kleber Mendonça Filho e escrito por ele, em parceria com Bohdana Smyrnov. O filme é uma livre adaptação de uma fábula infantil russa títulada por Luvas Verdes. 

Coraline é um filme, americano de 2009, dirigido por Henry Selick, em stop-motion baseado no livro de mesmo nome, do autor britânico Neil Gaiman

O filme chegou a faturar mais de 16 milhões de dólares, apenas no fim de semana de estreia.

 

 

 O Cine Nós do Morro é uma atividade regular do Casarão do Nós do Morro, que visa trazer cinema de qualidade, de graça, para a população. Contribuindo para democratização do acesso a arte cinematográfica. Aberto ao público, o evento já acontece há 20 anos e faz parte das atividades do Núcleo de Cinema do Grupo Nós do Morro.

Links relacionados:

https://youtu.be/A3CYwvGxw9g

https://www.youtube.com/user/cinenosdomorro

https://youtu.be/Dx2F32o4-oU

https://youtu.be/W51BsasAx8I

 

 

 

 

 



 

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PRÉ CARNAVAL NO CAMPINHO SHOW

PRÉ CARNAVAL NO CAMPINHO SHOW

 

 

Nesta quarta-feira ( 27/01) quente, de janeiro Guti Fraga subiu ao palco do Campinho Show, tomado pelo espírito carnavalesco e comandou o show que teve MC Tarapi, Banda de percussão com os atores mirins do Nós do Morro, Banda casa de Swing, Marcelo Melo, Bloco Só Jesus Salva e  uma plateia de 500 pessoas compareceram ao evento. O Grupo Nós do Morro aquece os tamborins para o carnaval Vidigalense.

 

O Campinho Show é um evento de variedades que sorteia brindes ao público como: "A famosa feijoada de carnes nobres da casa da feijoada de Ipanema", cestas básicas, Bolos, brinquedos, serviços como massagem, cortes de cabelo, limpeza dentária. Os números são criados por uma trupe  de atores do Nós do Morro sob direção de Fátima Domingues, somados aos números inscritos e convidados da comunidade do Vidigal e toda parte do Rio de Janeiro.

 

Desde dezembro de 2015 a ação do Campinho Show tem a parceria de Rise UP & Care, Iniciativa que fomenta cultura e esporte.

 

O Próximo Campinho Show será dia 24/02/2016.

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Links relacionados:

 

https://www.facebook.com/CAMPINHO-SHOW-607693089282390/?fref=ts

 

https://www.facebook.com/events/1665600030394053/

 

 

 

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